APM não é NPM: por que mais ferramentas não estão trazendo mais clareza para TI

Durante os últimos anos, o mercado de observabilidade passou por uma simplificação perigosa:
tudo virou APM.

Na teoria, quanto mais dados, mais visibilidade.
Na prática, muitas organizações investiram fortunas em plataformas sofisticadas e continuam enfrentando os mesmos problemas:

  • incidentes recorrentes

  • MTTR elevado

  • war rooms frequentes

  • times discutindo de quem é o problema

Isso levanta uma pergunta necessária — e pouco confortável:

Será que o problema é falta de ferramenta… ou excesso de ferramenta usada fora do seu propósito?

O erro conceitual que custa caro

APM (Application Performance Monitoring) é extremamente valiosa quando usada para o que foi criada:
monitorar comportamento de aplicações, código, transações e experiência do usuário.

O problema começa quando APM passa a ser usada como substituta da observabilidade de rede.

São disciplinas diferentes, com perguntas diferentes:

  • APM responde:
    “A aplicação está lenta?”

  • Observabilidade de rede responde:
    “Onde está o gargalo, qual dependência falhou e qual o impacto real no serviço?”

Quando essas camadas são confundidas, o resultado não é mais observabilidade — é mais ruído.

O que APM não foi projetada para responder

Por melhor que seja, uma APM não nasceu para:

  • entender topologia L2/L3

  • mapear dependências físicas e lógicas da rede

  • correlacionar eventos de infraestrutura

  • identificar gargalos de links, hops ou caminhos

  • explicar por que múltiplos serviços falharam ao mesmo tempo

Ela observa efeitos, não causas estruturais.

É por isso que tantas organizações sabem rapidamente que algo está errado, mas levam horas — ou dias — para descobrir onde agir.

O custo invisível do excesso de dados

O maior custo desse modelo não é apenas licença ou ingestão de dados.
É operacional:

  • alertas que não se correlacionam

  • dashboards que não conversam entre si

  • decisões baseadas em hipóteses

  • equipes em modo reativo permanente

Mais dados sem contexto não reduzem risco.
Aumentam a complexidade.

Observabilidade começa pela fundação

Existe uma lógica simples, mas muitas vezes ignorada:

Toda aplicação depende da rede.
Se a rede não é claramente observável, todo o resto é especulação.

Quando a observabilidade começa pela infraestrutura de rede, é possível:

  • visualizar topologia real e dinâmica

  • entender dependências entre dispositivos, serviços e aplicações

  • correlacionar eventos para reduzir ruído

  • identificar rapidamente a causa raiz

  • separar problemas de rede, servidor e aplicação em minutos, não horas

Nesse modelo, APM volta ao seu papel correto: complementar, não protagonista.

 

O que muda na prática

Ambientes que priorizam observabilidade de rede antes de escalar APM normalmente percebem:

  • redução significativa de alert fatigue

  • MTTR menor

  • menos escalonamentos desnecessários

  • maior confiança nos dados

  • times mais alinhados, menos defensivos

Não por terem mais ferramentas, mas por terem a ferramenta certa no lugar certo.

 

A pergunta estratégica que vale milhões

Antes de renovar, expandir ou padronizar uma plataforma de APM, vale refletir:

  • Ela está resolvendo incidentes ou apenas descrevendo sintomas?

  • Ela ajuda a encontrar a causa raiz ou só indica impacto?

  • Ela substitui a observabilidade da rede — ou depende dela?

Responder honestamente a essas perguntas costuma mudar o rumo da estratégia.

Conclusão

Observabilidade não é sobre ver tudo.
É sobre entender o que importa.

APM é essencial.
Mas não é observabilidade de rede.

Organizações que confundem esses conceitos não têm falta de dados — têm falta de clareza.

E clareza começa pela base:
a infraestrutura que sustenta tudo.

Você está usando APM… ou apenas pagando caro por visibilidade?

APM é importante.
Mas muita gente está usando APM para responder perguntas que ela não foi feita para responder.

O resultado costuma ser:
• muitos dados
• muitos alertas
• pouca clareza
• decisões lentas

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